let it all out
writing to let those thoughts go.
16.09;
15.09;
memories #1;
- A vida deu-me o que sempre sonhei e quis na altura errada
- Mas deu-te o que tu precisas na altura certa
the pain;
Esta dor há de me acompanhar para sempre.
A dor de te amar. De te ter recebido um "amo-te" da tua parte.
E de ter tido o nosso "nós" na altura errada. De te ter amado como sempre, e ter vivido momentos como nunca.
Pensava eu de estar resolvida. De já não amar mais, e tudo ter passado e sê-lo também.
Mal sabia eu o que o destino me tinha guardado ao fim destes anos todos.
Vivi o que sempre quis. Vivi um sonho.
Cada vez mais percebo que existe o amor da nossa vida e o amor para a nossa vida. E tu sabes tão bem quanto eu qual és tu.
E se há coisa que me dói é não poder demonstrar o que sinto, quando o sinto, quando me apetece e da maneira que me apetece.
Tenho sempre que esperar por ti pela tua permissão, para o fazer.
Vivo sufocada num monte de palavras, à espera que me possa ver livre delas.
E este sufoco vai-me matando aos poucos. Destruindo por dentro.
Poderia dizer que um dia, quando me deixares, já as palavras me destruíram e não as conseguirei soltar.
Mas tenho sempre algo para te dizer. É impossível.
A minha maior dor é a de te amar. Mesmo quando já não o devia fazer. Mesmo quando já não me vai levar a lado nenhum.
Pior de tudo é saber que, caso fosse possível, nunca te teria como sempre sonhei.
Ficam as boas lembranças. Os momentos felizes. Aquele "nós".
E a vida segue. Como sempre teve de ser.