15.09;

"algo inexistente. mas que existe."

namoro platónico, disseste tu. então... o que somos? será que na minha mente posso ter a palavra "namorado" secretamente associada a ti? ou foram apenas sentimentos momentâneos a falarem mais alto naquela altura específica devido às hormonas descontroladas?

nunca fiquei tão feliz por alguém me dirigir um "amo-te". porque eu andava a aguentar desde o início poder dizer-to, durante os nossos momentos de caos, mas não queria dar parte fraca.

sempre tive medo que não quisesses envolver qualquer tipo de sentimento mais profundo nesta nossa nova história.
mas eis que ao fim de um ano, me surpreendes ao dizer que me amas, que é verdade, e que se assim não fosse, não teríamos descoberto o lado platónico da nossa vida.

o que eu sinto está completamente difícil de colocar em palavras. está a ser muito intenso. algo que requer uma boa dose de pensamento e atenção, mas que ao mesmo tempo é das coisas mais simples que podem existir.

o sentimento nunca foi embora. apenas me habituei a viver com isto e segui a minha vida em frente.

queria tanto mostrar-te todo o meu carinho. enviar declarações espontâneas. mas tenho medo de não estares no mood. de ser chata, inconveniente e inoportuna.